Negócio próprio? Gostava. Quem? Tu não?


Numa discussão recente um amigo dizia-me: “Eu? Jamais! Quero trabalhar sempre por conta de outrem. Faço as minhas 8 horinhas e vou-me embora descansadinho.” Nada contra, mas...

Fez-me pensar sobre zonas de conforto. Somos todos tão diferentes. A maneira como olhamos para a vida e para os riscos que ela nos coloca variam de pessoa para pessoa. Uns são avessos ao risco, outros adoram essa adrenalina. Dos dois, quem ganhará?


É evidente que não podemos ser todos patrões ou empresários. Nem todos temos esse perfil. Mas quantos de vocês já pensaram: “Esforço-me tanto a trabalhar para esta pessoa que, se me esforçasse o mesmo a trabalhar para mim, não teria sucesso?” Eu já pensei isto um milhão de vezes.


Depois, arranjamos sempre boas desculpas (ou más):



  • Não tenho muito dinheiro – como se fosse necessário ter muito dinheiro para começar um negócio. Existem montes de negócios que começaram como um passatempo, depois um part-time e depois tornaram-se grandes empresas.    

  • O banco não me empresta dinheiro – Pior ainda. Repito o que disse no ponto anterior.    

  • Não tenho mesmo dinheiro nenhum. ZERO. – Mas tens uma boa ideia? Anuncia a tua ideia e faz uma pré-venda. Começa com um blog, por exemplo, e vai divulgando o que pretendes fazer. Com o dinheiro das pré-vendas financias o início do teu projeto. Começa pequeno e vai crescendo.        

  • Estou à espera daquela ideia espetacular – Mas não esperes muito, ok? Senão o tempo passa e tu, nada. Pegar numa ideia que já existe e melhorá-la. Porque não? Descobrir aquela ideia que vai mudar o mundo é muito raro. Descobre um produto ou serviço que possas vender/prestar de melhor forma e força!    

  • Estou à espera que a economia melhore – Porquê? Se a tua ideia for realmente boa não está dependente desses factores. E vamos ser sinceros: sabemos quanto tempo vai demorar esta crise? Muitas das empresas que conhecemos nasceram em grandes crises.         

  • Despedir-me é um risco muito grande – sobre isto, duas coisas: 1. Aprende a arriscar e aceita o facto que podes falhar. Mas aceita também que podes vencer. Ou tens medo de vencer? ( um dia vou escrever sobre o medo de vencer) 2. Segue o teu sonho, acredita que consegues. Ou arriscas-te a chegares a velho e imaginares como teria sido se.

  • As pessoas dizem isso não funciona/já sou velho/sou muito novo – mas afinal de quem é o negócio? Teu ou deles? Quem manda? Acredita em ti e nas tuas capacidades, trabalha muito e serás mais uma história de sucesso. O que os outros dizem de negativo só tem de te motivar. Olha as coisas pelo lado positivo (mas realista), o mais possível.

  • Não sei como é que se faz isso de criar o meu negócio – Esquece isso! Quando queres começar a aprendizagem é contínua. Faz perguntas, pesquisa, estuda e (outra vez) aceita que, a dada altura, podes fazer asneira. Vais aprender com esse erro. E ainda: se realmente gostas do negócio que sonhas montar, já sabes um pouco como as coisas funcionam, não? Ou conheces alguém que possa ser o teu mentor ou guia, certo?

Estou a escrever isto também para mim, ok? Algumas destas desculpas também passam pela minha cabeça. Mas, assim, acho que posso combatê-las com outras armas. E estou a fazê-lo, todos os dias.
E tu?
Também gostavas de ser independente?
Também dás alguma destas desculpas? Tens alguma que eu não tenha identificado?
Preferes trabalhar por conta de outrem, como o meu amigo?
Deixem os vossos comentários,por favor! Gostava de saber as vossas opiniões. 

Abraços!



8 comentários :

  1. Olá primo, gostei bastante do teu artigo e sinceramente acho que as pessoas devem arriscar sempre em busca dos seus sonhos, mas para isso é preciso trabalho, dedicação e persistência. Eu dou o meu exemplo, diariamente trabalho 8h por dia, mas depois ainda arranjo sempre tempo para construir o meu projecto. Se fizermos uma boa gestão do nosso tempo e aliarmos isso à construção dos nossos sonhos somos capazes de construir coisas muito interessantes. Também devo dizer que não me importo de trabalhar 10h, 12h por dia, mas prefiro trabalhar para mim do que para outros, sinto-me muito mais realizado assim e muito mais livre para executar as tarefas, faço às coisas à minha maneira. ;)

    Continua a publicar artigos deste tipo, certamente que serão um incentivo para muitas pessoas.

    Grande abraço,
    Ricardo

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    1. Então, primaço? Falamos sobre isso esta Páscoa, não foi? Tu és um excelente exemplo de alguém que está a fazer por si. Gosto muito do teu projecto e gostava que falasses dele por aqui. Partilha a tua experiência. Acho importante.
      Obrigado pelas tuas palavras simpáticas. Certamente vou publicar mais artigos sobre isto.
      Grande abraço e aparece sempre!
      PL

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  2. Gostei um bom guia para começar. Não considero a existência do risco ou arriscar, viver é isso mesmo, encarar os medos, sentir ansiedade, viver o sonho ou mesmo sobreviver; crescer vivo.
    Apesar de apregoado o conceito “Boas ideias para negócios” não existem,. Qualquer ideia é uma boa ideia com o modelo de gestão adequado. Modelo de Gestão? Começar do zero, sem capital e parco conhecimento apenas uma ideia é simples. Basta começar, a dedicação e acreditar são essenciais. Em pouco tempo terás uma ideia sustentável, depois... Poderás optar por aquela ideia que te parecia inalcançável e começar tudo de novo ou relançar a ideia inicial. Em ambos o backup adquirido ditará qual o teu modelo de gestão.
    Estas são as minhas considerações e não me falem de analise de mercados, conceitos micro ou macro econômicos, crise econômica mundial ou em recessão que ainda entro em depressão.
    O Modelo de gestão terá de ser adaptada e adaptar-se ao longo do tempo ao gestor da ideia.
    Eu próprio estarei a rir dentro de um ano destas minhas considerações porque acredito a essa altura saber mais.

    Boa sorte ou não porque a sorte constrói-se.

    Cândido Melo

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    1. Excelente! Obrigado por partilhares a tua visão.
      Concordo com o que escreves. Tocas no mais importante: o modelo de gestão que optas. Construir e pôr em prática um bom modelo é essencial.
      O teu comentário acrescenta bastante valor ao meu post e este tipo de visão é excelente. Obrigado!
      Deduzo que tenhas um projecto pessoal. Convido-te a partilhares a tua experiência por aqui. Vai ser útil para todos.

      Boa sorte, da boa e da construída.

      PL

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  3. https://www.facebook.com/pages/Partes/705358892840026?ref=hl

    Partes-Cerâmica Artística.
    Não foi uma ideia foi uma necessidade urgente de sustentabilidade pessoal.
    Projeto iniciado á dois anos e meio e nomeado seis meses depois de LagARTadeFOGO como Marca com lugar no mercado Portuense e em expansão. Um ano depois uma reestruturação forçada que após um período “sabático” deu origem à Partes-CA, marca recentemente criada (dois meses) e já com forte presença nos mercados Portuense e Lisboeta e em expansão para outros mercados nacionais e internacionais não só dedicada ao turismo, mas também ao design e peças de autor.
    A ideia de negócio? Sustentabilidade. O produto? O requerido pelo mercado. A Realização pessoal? Os resultados alcançados e o reconhecimento dos Clientes.
    Aprendi a gostar e vou continuar.

    Cândido Melo

    e desculpa a publicidade

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    1. Não peças desculpa pela publicidade. Adoro conhecer estes projectos e gosto que eles apareçam por aqui.
      Fui ver rapidamente, não conhecia. Mas cá em casa já não era novidade. Pelo que vi: tem tudo para dar certo. Parabéns!
      Vai partilhando a evolução. Eu também espreito.
      Bons negócios!

      Abraço,

      PL

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  4. "...encontra um trabalho que gostes e deixarás de trabalhar para sempre!

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    1. Tal e qual, Adriana! Quero isso, o mais possível!

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